agosto 10, 2017

A primeira visão

Meus pais contaram que quando eu era bem pequena, me assustei numa noite. Não sei se gritei ou se fiquei paralisada, mas me conhecendo como me conheço hoje, eu ficaria com a segunda opção.
Disseram-me que me viram parada, olhando para o nada, de pijama e com os pezinhos descalços no chão. Ao me questionarem, eu expliquei com meu jeitinho infantil, que tinha um homem vestido de preto com capa vermelha no quarto deles.
Minha família era espírita e então me levaram num centro de umbanda para resolverem a situação.
Lá disseram que eu tinha meus chacras abertos e uma tendência ao desenvolvimento espiritual, que eu provavelmente continuaria tendo este tipo de visão. Como eu era muito pequena, consideraram mais conveniente uma cerimônia para fechamento deles, mas informaram que o processo poderia ser desfeito depois que eu crescesse, se assim eu desejasse. Sinceramente, nunca desejei, mas acabei abrindo esses chacras depois da minha cerimônia de iniciação, cuja história conto depois.